Presidente da Vale diz que empresa ‘é joia’ brasileira e que não pode ser condenada por acidente

Durante audiência na Câmara dos Deputados, Fabio Schvartsman afirmou todos os processos adotados pela Vale na operação de barragens serão revisados por órgão dos EUA.

Por Laís Lis, G1 — Brasília

14/02/2019 11h13  Atualizado há 13 minutos


O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (14) — Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (14) — Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou nesta quinta-feira (14) que a empresa “é uma joia brasileira” e que não pode ser condenada pelo acidente que aconteceu em sua barragem, “por maior que tenha sido a tragédia”.

O executivo falou durante audiência da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha os desdobramentos do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG).

Durante a audiência, o presidente da empresa apresentou as principais medidas adotadas pela empresa após o rompimento da barragem e defendeu a Vale. Segundo ele, a empresa não pode ser condenada por causa de um único acidente e que é uma das melhores empresas que ele conheceu.

“É uma joia brasileira que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu em sua barragem, por maior que tenha sido a tragédia”, afirmou.

De acordo com o presidente da Vale, todos os processos adotados pela Vale na operação de barragens serão revisados por órgão responsável pelo licenciamento de barragens nos Estados Unidos, o U.S. Army Corps of Engineers.

Segundo Schvartsman, a Vale entrou em contato com o órgão que, além de revisar os processos da Vale, também poderá colaborar com eventuais mudanças no código de mineração.

Barragens a montante

Em sua apresentação, Schavartsman afirmou que a Vale nunca construiu barragens pelo modelo “a montante” que é o mesmo método da barragem que se rompeu em Brumadinho e em Mariana, em 2015.

Segundo presidente da mineradora, todas as barragens “a montante” da Vale foram compradas pela empresa após monitoramento das estruturas. A empresa tem 19 barragens construídas pelo sistema “a montante” e já anunciou que acabará com essas barragens em até três anos. Segundo a Vale, nenhuma delas está sendo usada.

A barragem da Mina do Córrego do Feijão foi construída pela Farteco e depois adquirida pela Vale.

“É importante registrar que a Vale existe há 70 anos. O primeiro acidente de barragem da Vale aconteceu agora em Feijão. Feijão não foi construída pela Vale. A Vale não utiliza o método de construção a montante em barragem nenhuma”, afirmou.

rompimento da barragem em Mariana (MG), em 2015, ocorreu na estrutura da mineradora Samarco, empresa formada por uma sociedade entre a Vale e a australiana BHP.

Indenizações

Na reunião, o presidente da Vale voltou a dizer que a companhia não vai judicializar o processo de pagamento de indenizações e que quer acelerar o pagamento para as famílias atingidas.

“A Vale quer acelerar esses pagamentos de indenizações. A gente não vai optar por judicialização, vamos optar por acordo”, afirmou.

Em assembleia na noite desta quarta-feira (13) em Brumadinho, parentes de vítimas, empregados e terceirizados da Vale atingidos pelo rompimento da barragem rejeitaram o acordo proposto pela mineradora.

Fonte: G1

https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/02/14/processos-da-vale-com-barragem-serao-revisados-por-orgao-dos-eua-diz-presidente-da-empresa.ghtml

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